segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Deficiente Físico na Educação Física Escolar


O esporte no cotidiano do portador de deficiência física
Ser portador de alguma deficiência física inata ou adquirida por algum acidente é, sem dúvida, ser merecedor de um tipo específico de atenção, seja no campo pessoal, familiar, ou ainda no campo social.
Nesse contexto, quando a escola trabalha com a prática de esporte, ela pode significar, no imaginário do deficiente, uma forma de evidenciar suas deficiências, retirando-o da convivência com os outros, significando sacrifício e exclusão. Por outro lado, pode também significar melhorias para a sua qualidade de vida, por proporcionar prazer e ser sentida como uma prática que não desconsidera sua deficiência e seus limites, mas sim, evidencia a sua eficiência e possibilidades.
A condição de igualdade social nem sempre está presente no cotidiano do deficiente físico. No âmbito escolar nem todos conseguem uma vaga em uma instituição com serviço educacional adequado. Seria necessário que o acesso à escola com serviços especializados fosse para todos, em classes adequadas à idade, a fim de prepará-los para uma vida autônoma como membros plenos da sociedade.
Esses mesmos deficientes têm seus direitos garantidos pela legislação. Mas a garantia se esvai, quando perante tantos desafios, que os tolhem e os retalham no exercício de sua cidadania, desanimam e se acomodam a condição de heteronomia. O preconceito e a discriminação se fazem concretos, pois suspeitamos que, por estarem presentes em toda parte, a sociedade desconhece como tratar essa diferença.
Com a educação física apropriada aos deficientes, poderíamos mostrar à sociedade que todo cidadão, deficiente ou não, é capaz de viver com suas deficiências, praticando alguma atividade física, sem que as pessoas os olhem com compaixão. Mas sim, como capazes de ampliar suas possibilidades nos campos axiológico, social, político e cultural.
Valores como determinação, cooperação, auto-superação, autoconfiança, socialização, bem como habilidades motoras e cognitivas, podem ser referenciados pela prática da atividade física. Ao trabalhar com o deficiente, precisamos intervir visando uma educação física que os conscientize de suas deficiências, mas que os faça desvelar suas possibilidades e motivá-los na busca de melhorias para a sua qualidade de vida, facilitando suas atividades cotidianas.
Se, ao contrário, percebermos a Educação Física Escolar com a finalidade de treinamento físico, supostamente poderemos submeter esse indivíduo a um sofrimento maior, podendo até piorar a condição física, social e afetiva do praticante.
Tornar a educação física uma prática emancipatória para os deficientes físicos é um desafio posto aos atuais e futuros profissionais de educação física.
Referências bibliográficas
  • Edler,C. R. Temas em Educação Especial. Rio de Janeiro:WVA Editora, 1998.
  • Educação Física e Portadores de Deficiências. Revista do órgão oficial do Confef ano ll nº08 agosto 2003.
  • Integração. Diversidade na Educação. Ministério da Educação/Secretária de Educação Especial. ano 9 nº 21 1999. Revista Integração é uma publicação da Secretaria de Educação Especial do MEC.
  • Integração. Educação Física Adaptada. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial . Ano 14 Edição Especial/2002.
  • Salto para o Futuro: Educação Especial: Tendências Atuais/Secretaria de Educação à Distância: Brasília: Ministério da Educação, SEED, 1999 - 96p. (Série de Estudos Educação a Distância, ISSN 1516. 2079; V9 ).
  • Sassaki, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA,1997.


Filmes relacionados a educação



Disponibilizo abaixo uma lista de filmes com caráter educacional que recebi por email, tirei umas coisas e botei outras. Não são vídeos didáticos, são filmes mesmo. Alguns são diretamente ligados à escola ou à sala de aula, outros não. Se quiser dar alguma sugestão de filme ou mesmo fazer uma "resenha pedagógica" dos que estão aí, deixe um comentário.



Filmes relacionados à educação


1900: Homo Sapiens, de Peter Cohen
A Corrente do Bem, de Mimi Leder.
A culpa é do Fidel, de Julie Gavras
A Educação da Pequena Árvore, de Richard Friedenberg.
A guerra dos botões, versão mais recente: Jonh Roberts como diretor. Versão anterior: Yves Robert.
A História Oficial, de Luis Puenzo.
A Invenção da Infância, de Liliana Sulzbach.
A Língua das Mariposas, de José Luis Cuerda.
A Maçã, de Samira Makhmalbaf.
A Onda, de Alex Grasshoff.
A Voz do Coração, de Christophe Barratier.
Abril Despedaçado, de Walter Salles.
Adeus Lênin, de Klapprath Christine Schorn.
Ao Mestre com Carinho, de James Clavell.
Aprovados, de Steve Pink.
Bom dia, de Yasujiro Ozu.
Crianças Invisíveis, coletivo de diretores, entre eles/as Kátia Lund e Spike Lee.
Elefante, de Gus Van Sant.
Entre os Muros da Escola, Laurent Cantet. Baixe o filme
Escola da Vida, de William Dear.
Filhos do Paraíso, de Majdi Majidi.
Granito de Areia, de Jill Friedberg.
Half Nelson, de Ryan Fleck
If..., de Lindsay Anderson.
Klass, de Ilmar Raag.
Machuca, de Andrés Wood.
Mandadayo, de Akira Kurosawa.
Mentes Perigosas, de John N. Smith.
Mentes que brilham, de Jodie Foster.
Minha vida em cor-de-rosa, de Alain Berliner.
Narradores de Javé, de Eliane Caffé
Nascidos em Bordéis, Ross Kauffman.
Nenhum a Menos, de Zhang Yimou
O Carteiro e o Poeta, de Michael Radford.
O Clube do Imperador, de Michael Hoffman
O Jarro, de Ebrahim Foruzesh
O nó na garganta, de Neil Jordan.
O Sorriso de Monalisa, de Mike Newell.
Olhos Azuis, de Jane Elliott
Onde mora meu amigo, Abbas Kiarostami.
Onde sonham as formigas verdes, Werner Herzog.
Os Contos Proibidos de Marquês de Sade, de Philip Kaufman.
Os incompreendidos, de François Truffaut.
Pequenas Flores Vermelhas, de Zhang Yuan.
Perfume de Mulher, de Martin Brest.
Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim.
Procurando Forrester, de Gus Van Sant
Quando Tudo Começa, de Bertrand Tarvenier.
Ser e Ter, de Nicolas Philibert.
Sociedade dos Poetas Mortos, de Peter Weir.
Tartarugas podem Voar, de Bahman Ghobadi.
The Edukators, de Hans Weingartner.
The Wall, de Alan Parker.
Uma mente brilhante, Ron Howard.
Um Tira no Jardim de Infância, de Ivan Reitman.
Vermelho como Céu, de Cristiano Bortone.
Vier Minuten, de Crhis Kraus.
disponivel em:

A evolução das novas tecnologias na Educação


As novas tecnologias trouxeram grande impacto sobre a Educação desenvolvida nos dias atuais, criando novas formas de aprendizado, disseminação do conhecimento e, especialmente, novas relações entre professor e aluno.
A revolução trazida pela rede mundial possibilita que a informação gerada em qualquer lugar esteja disponível rapidamente. A globalização do conhecimento e a simultaneidade da informação são ganhos inestimáveis para a humanidade.
A Internet tem contribuído fortemente para uma total mudança nas práticas de comunicação e, conseqüentemente, educacionais. Na leitura, na forma de escrever, na pesquisa e até como instrumento complementar na sala de aula ou como estratégia de divulgar a informação.
Em nossas escolas, isto não poderia ser diferente. Deixamos as pesadas enciclopédias de lado e substituímos seu uso pelas enciclopédias digitalizadas e pela consulta a portais acadêmicos virtuais. Passamos a utilizar sistemas eletrônicos e apresentações coloridas para tornar as aulas mais atrativas e, muitas vezes, deixamos de lado a tradicional lousa e giz. Muitos trabalhos passaram a ser subsidiados pelas informações disponíveis na rede mundial e, com isso, trouxeram benefícios e riscos, mudando as tradicionais formas de aprender e de ensinar.
A condução do processo de pesquisa por parte do professor também é indispensável quando analisamos a Internet como uma espécie de “território livre”, onde tudo pode ser publicado. O discernimento de fontes de informação e a análise de sua veracidade são outros papéis fundamentais desempenhados pelo professor. Só com essa participação é possível orientar o aluno para que ele não incorra em erros ou baseie-se em informações equivocadas.
Apesar de toda essa contribuição, é certo que a Internet não é a solução para todos os males, nem deve ser vista dessa maneira. No papel de ferramenta de apoio, ela não deve ser considerada como substituta a outras práticas, como o relacionamento humano dentro da sala de aula, entre professor e aluno e entre os estudantes. Isto porque a Internet depende de intermediações inteligentes e articuladas pré-estabelecidas para fornecer um ambiente de aprendizagem. Esse é o papel do professor: oferecer aos alunos orientação para consultas e pesquisas, aproveitando melhor a agilidade desse meio, uma das maiores vantagens das informações disponíveis na rede mundial.
Jornal Metodista
Universidade Metodista de São Paulo - www.metodista.br

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tecnologia inclusiva para pessoas com deficiência visual




Muitos pensam que as pessoas com deficiência visual não podem usar o computador por não enxergarem a tela, mas essa realidade mudou faz tempo.  Softwares que interpretam as informações contidas nas telas e as transformam em vozes sintéticas para que sejam  ouvidas.
O Brasil desenvolveu seu próprio software gratuito de acessibilidade, o Dosvox, em 1993, dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com um ambiente próprio e aplicativos específicos, ele pode ser usado em vários idiomas.
Há vários leitores de tela que são compatíveis com o sistema operacional Windows, entre eles estão o Jaws, Virtual Vision, Windoweyes.  Todos são comercializados.
Carlos Alberto Peres da Silva trabalha na gráfica Pró-Braille, do Provisão, em São José dos Campos. O computador faz parte do seu dia-a-dia há cinco anos. Atualmente ele utiliza o programa Virtual Vision como leitor de tela.
Silva, que está no último ano do curso de Letras na Univap, costuma estudar e ler os clássicos da Literatura no computador, por meio de livros virtuais (e-books). Entretanto, ele encontra dificuldade quando o arquivo não é em Word. “Quando o arquivo está em formato PDF, o Virtual Vision não consegue ler e em alguns casos peço ajuda a minha esposa para transferir para o Word”, afirma.
A pedagoga Luciane Molina ressalta que não bastam apenas os leitores de tela, segundo ela, é preciso que as aplicações sejam desenvolvidas seguindo critérios básicos de acessibilidade. “Caso contrário, o leitor esbarra em obstáculos e, nem mesmo eles serão capazes de ler a tela, um exemplo são as animações em Flash”, diz Luciane.