sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O QUE É EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA?



Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. 
  
É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.
  
Na expressão "ensino a distância" a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada.
Hoje temos a educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual).

A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação. Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera. Poderemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas, um professor de fora "entrando" com sua imagem e voz, na aula de outro professor... Haverá, assim, um intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância.O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil.

Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora.
 Bibliografia:
  
LANDIM, Claudia Maria Ferreira. Educação a distância: algumas considerações. Rio de Janeiro, s/n, 1997.
  
LUCENA, Marisa. Um modelo de escola aberta na Internet: kidlink no Brasil. Rio de Janeiro: Brasport, 1997.
  
NISKIER, Arnaldo. Educação a distância: a tecnologia da esperança; políticas e estratégias a implantação de um sistema nacional de educação aberta e a distância. São Paulo: Loyola, 1999.
 
http://www.eca.usp.br/prof/moran/textosead.htm

INTERNET OU PROFESSOR? QUEM SERÁ O EDUCADOR DO SÉCULO XXI?


O Uso da Internet na Educação
Com a Revolução da Informação, a Internet passou a estar presente em quase todos os lugares do mundo e a dinamizar a busca do conhecimento. Informações que antes eram obtidas com muita pesquisa e esforço, hoje podem ser acessadas em minutos (às vezes até segundos) através de qualquer site de busca na Internet. Por isso, a educação, procurando oferecer uma formação que seja adequada às novas necessidades da vida moderna, vem introduzindo a Internet como uma nova ferramenta de ensino.


Os Obstáculos ao Uso da Internet na Educação
Apesar dos inúmeros benefícios que a Internet pode proporcionar à educação, ela vem encontrando vários obstáculos para ser implantada no ensino.
Grande parte das pessoas, principalmente os pais de alunos, têm se mostrado desfavoráveis ao uso de computadores e da Internet na educação. Isso porque, muitas vezes, essas pessoas não tiveram contato com a tecnologia e por isso não conseguem assimilar a importância da ajuda dessas ferramentas no campo educacional e vêem a tecnologia como a inimiga que irá tirar empregos e acabar com todo o contato humano que ocorre nos processos de ensino.
Além da desconfiança, também são apontados problemas como o fato da maioria das páginas e softwares serem em inglês e a possível utilização da Internet no horário escolar para a busca de informações banais. Quanto ao primeiro empecilho citado, não o encaramos como um problema, e sim como uma ajuda ao ensino, afinal a Internet acabará estimulando os alunos a aprenderem inglês. Além disso, se o site (página) ou software possuir bons recursos visuais e interatividade, os usuários poderão compreender por dedução as palavras desconhecidas e, assim, passarão a treinar seu inglês de forma natural e eficiente. Já a dispersão que a "navegação" em sites de cultura inútil pode provocar é um obstáculo que pode ser vencido através da elaboração de um bom projeto pedagógico. É importante que seja elaborado um roteiro de trabalho que inclua algum tempo para que os alunos se familiarizem com a Internet e matem a sua curiosidade sobre a rede, para depois poderem se concentrar nas informações que realmente lhes serão úteis na construção do conhecimento.

Ainda entre os obstáculos para o uso da "Internet Educativa" encontramos a questão da especialização dos professores. É obvio que não podemos simplesmente equipar as salas de aula com computadores ligados à Internet e pedir que os professores dêem suas aulas com estes equipamentos sem antes nos certificarmos de que eles possuem conhecimentos suficientes para fazer uso dessa tecnologia em prol da educação. Para solucionarmos esse problema é necessário remodelar os cursos de licenciatura, incluindo em seus currículos disciplinas que ofereçam aos professores meios de reconhecer, avaliar e aplicar as possibilidades de uso dos computadores e da Internet na prática educativa. Projetos como esse já estão sendo usados em cursos de especialização e treinamento de professores como o Curso de Especialização em Informática na Educação da UFPE e o Programa de Informatização das Escolas Públicas do Ceará, o que prova que a corrida pela informatização e pelo uso da Internet nas escolas brasileiras já começou, e que os educadores e o governo estão se esforçando para superar todos os obstáculos que surgirem nessa busca por uma educação mais qualificada.
  O Papel do Professor
A introdução do uso de computadores e da Internet no ensino, visando a melhoria da aprendizagem dos conteúdos curriculares gerais deve iniciar mudando a postura do professor e do aluno e fazendo com que o uso de laboratórios de informática se torne um hábito. Introduzir a informatização no ensino baseia-se em preparar professores para orientar o uso da tecnologia, para que possam ser construídos projetos pedagógicos onde a Internet esteja presente como uma ferramenta do ensino.
Computadores e Internet não combinam com aulas tradicionais, nas quais o professor "despeja" informações e os alunos executam ordens. Aprender a manejar um computador é simples, porém abandonar o controle e repensar a estrutura das aulas não é tão fácil.
Quando a escola adota uma tecnologia inovadora como a informática, é necessário alterar a pedagogia conservadora, para que os efeitos do ensino informatizado não se tornem limitados, pois uma utilização adequada da Internet como instrumento de ensino amplia as possibilidades dos professores e enriquece seu modo de ensinar. A informatização no ensino deve provocar mudanças pedagógicas, e não "automatizar o ensino" ou, como nos Estados Unidos, promover a alfabetização em informática.

O relacionamento entre aluno e professor deverá mudar. É necessário que tanto o educador quanto o aprendiz tenham intimidade e simpatia pelo computador e pela Internet, assim eles podem acessá-la com facilidade, oferecendo a oportunidade para que a sociedade em geral perceba a necessidade e as vantagens do uso da Internet no ensino.
Ao assumir o papel de tutor na Educação Informatizada, o docente se põe a disposição do aluno para auxiliá-lo na construção do próprio caminho. O professor não dará mais aulas, ele orientará a aprendizagem dos alunos, ajudará no esclarecimento de suas dúvidas, identificará dificuldades, irá sugerir novas leituras ou atividades, organizará novas formas de estudo ...
O processo de implantação da Internet no ensino levará tempo, não acontecerá de repente. É um processo que inicia lentamente e continuará sempre em andamento. Para que esse processo não seja interrompido por problemas pedagógicos é necessário introduzir também um projeto onde os professores participem de cursos, visitas e assessorias a fim de aprender a ensinar com a ajuda da Internet e a saber como se portar em cada situação que poderá surgir.




Referências Bibliográficas

APRENDA com o computador. Home PC, Ed. Especial, n. 3, p. 38-41,
mar. 1995.
BOLL, Cintia Inês. Internet e Professores do Ensino Fundamental.
http:// www.niee.ufrgs.br/~alunospg99/cintia/cintia.html
CAMPOS, Fernanda C. A.; CAMPOS, Gilda H. B. de; ROCHA, Ana Regina. Tradicionalismo X Inovação: A Informática Educativa nas Escolas Brasileiras. In : CONGRESSO NACIONAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO ( 1999: Rio de Janeiro). Anais... Rio de Janeiro: Entre Lugar ,1999. v.1. p. 613-624
COSTA, Rosa Maria Moreira da. A nova demanda das licenciaturas: informática na educação. In : CONGRESSO NACIONAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO ( 1999: Rio de Janeiro). Anais... Rio de Janeiro: Entre Lugar ,1999. v.1. p. 645-648.
CRUMLISH , Christian. O Dicionário da Internet. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
DIAS, Maria Costa; SCHNEIDER, Paula Virgínia. Tecnologias da Informação e da Educação.
http:// www.nlink.com.br/~aleixo/informaticanaeducacão.html

hklering@ucs.br



terça-feira, 27 de novembro de 2012

O trabalho colaborativo

 A alma do capitalismo é a competitividade. Entretanto, com o surgimento do trabalho colaborativo houve uma ruptura nessa competitividade individual, egoísta, cheias de propósitos pessoais e fechados...
Essa nova era, exige que o homem mostre a sua capacidade e habilidade de trabalhar em equipe, capaz de compartilhar IDEIAS e tomadas de DECISÕES colaborativamente. Segundo Valente:
"trabalhar colaborativamente e cooperativamente onde cada pessoa é responsável pela sua aprendizagem e também pela aprendizagem dos companheiros do grupo, construindo o conhecimento através de discussões, reflexões e tomadas de decisões em grupo. Aprender através de comunidades de aprendizagem demanda o desenvolvimento de postura participativa, ativa e interativa por parte de todos os elemento pertencentes ao processo"(2005).
Assim, o que importa é a interação na aprendizagem, onde o conhecimento se torna mais significativo, no qual as atividades e habilidades passam a ser interdependentes, já que o que realmente importa é a cooperação, é o que Lévy define como "inteligência coletiva": que correspondem a reunião em sinergia dos saberes, das imaginações, das energias espirituais[...] (1999, p.130).
O teórico Vygotsky(1989) é um dos grandes estudiosos que defende o trabalho colaborativo na educação. A interação social é importantíssima para o desenvolvimento cognitivo, que envolve a mediação, a representação mental e a construção da realidade de forma concreta.
Portanto,
a co-laboração na/ em Rede, sem dúvida, pode contribuir para a emancipação do sujeito engajando-o em um genuíno processo de construção autônoma de novos conhecimentos e saberes. Ao deparar-se com a voz e os enunciados do OUTRO, em e-coletivos que estejam abertos à uma participação "horizontal" de todos, o aprendiz põe em movimento a sua capacidade de tolerar o pensamento divergente, de respeitar as crenças e convicções dos diferentes grupos humanos e de considerar legítimos aos pontos de vista da alteridade - de modo não submisso no entanto.(ALVES, Lynn, JAPIASSU, Ricardo e HETKOWSKI, Tânia, 2009).

REFERÊNCIAS:

ALVES, Lynn, JAPIASSU, Ricardo e HETKOWSKI, Tânia. Trabalho colaborativo na/em rede: entrelaçando trilhas produzido colaborativamente. Disponível em: http: // www. comunidades virtuais.pro.br/colaborativo/index.htm. Acessado em 27 de novembro de 2012.

VALENTE, Vânia Rita de Menezes. A formação de professores para Tecnologias da Informação e comunicação no processo pedagógico: Caminhos percorridos pela Rede Municipal de ensino de Salvador. Dissertação(Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Educação e Contemporaneidade. Universidade do Estado da Bahia(UNEB), Salvador, 2005.

VYGOTSKY, Lev. A formação social da mente. 6ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

EDUCAÇÃO CONECTADA

Fonte da imagem: conectadoespm.blogspot.com

A busca por uma educação de qualidade

Educar por meio da tecnologia é um dos maiores anseios da sociedade contemporânea.  A introdução da  tecnologia no ambiente escolar não é garantia e nunca será de qualidade de aprendizagem efetiva, mas se houver investimentos na formação continuada dos professores, na elaboração de projetos pedagógicos fundamentados e aliados à tecnologia, o saber tomará novo formato e concretização.
Conforme Jacques Delors a meta que a educação atual deve buscar e proporcionar aos aprendizes é a possibilidade de aprender a viver, conviver, conhecer e produzir novos saberes. Mas como produzir conhecimento, nessa sociedade ainda repleta de práticas exclusivas?
Eis a questão...
Desenvolver competências e habilidades seria um dos primeiros passos.  

A WEB 2.0 E A EDUCAÇÃO

Buscando aprimorar mais o nosso blog, encontrei um artigo científico intitulado:



Visitem e boa leitura,  para quem se interessar em utilizar a ferramenta blog como aprimoramento das suas aulas.
Um forte abraço,
Joseane.



RESUMO
Este trabalho tem como objetivo apresentar a temática das tecnologias digitais on-line que têm recebido a denominação de "Web 2.0" e seus possíveis impactos no campo da educação. O estudo pretende ainda problematizar as  possibilidades de utilização da ferramenta blog com um viés educacional a partir de um estudo de caso.  A metodologia de pesquisa utilizada foi o método cartográfico que objetivou acompanhar a paisagem em mutação que são os processos de utilização das tecnologias digitais  on-line na educação.  O referencial teórico foi variado e estão relacionados predominantemente ao campo da educação e Ciências Humanas.  Através do desenvolvimento do presente estudo foi possível observar que há novas tecnologias digitais  on-line surgindo freqüentemente na Internet e a área da educação tem buscado se apropriar delas intencionando produzir uma aprendizagem mais significativa com os alunos seja na educação presencial ou na modalidade EaD. Infere-se que esse fato demandará pesquisas freqüentes sobre essa temática visto que há um ciclo de inovação intenso em alguns desses serviços on-line, mas, simultaneamente, de defasagem e descontinuidade de outros.