sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Construção Coletiva: contribuições à educação de jovens e adultos.
A educação pública de qualidade é uma das principais vias para
construção de uma sociedade mais justa, solidária e democrática.
Nesse sentido, constitui-se em uma poderosa ferramenta para a
mudança social. Em primeiro lugar, porque a educação é o elemento
fundamental para o desenvolvimento pessoal e para a realização da
vocação de ser humano. Segundo, porque é o caminho para formar
pessoas sensíveis para as questões que afetam a todos e a grupos
minoritários, para a prática da liberdade e para o exercício da cidadania.
Terceiro, porque é uma das vias para a ampliação do processo
produtivo e desenvolvimento tecnológico do país. Quarto, porque
é o caminho para a mobilização social, sem a qual as mudanças não
se viabilizam, a modernização não distribui seus frutos e não se
superam as desigualdades e a exclusão.
No processo de construção, os educadores são agentes sociais
fundamentais, responsáveis por concretizar princípios em práticas
educativas, sem os quais os desafios ainda presentes no campo
educacional brasileiro não poderiam ser enfrentados. Esta coletânea
se destina aos educadores de jovens e adultos, pelo reconhecimento
do papel central que desempenham na educação e no
desenvolvimento humano, com o objetivo de apoiar e fortalecer as
ações que empreendem.
http://unesdoc.unesco.org
A IMPORTANCIA DE RECURSOS MULTIMIDIA NA APRENDIZAGEM ESCOLAR
A utilização de Tecnologias multimídia nas salas de aula vem ganhando cada vez mais
importância no campo educacional. Sua utilização como ferramenta para facilitar a aprendizagem e
sua ação na sociedade vem crescendo rapidamente entre nós. Nesse sentido, a educação vem
passando por mudanças estruturais e funcionais frente a essas novas tecnologias.
Aprender com a tecnologia é quando o aluno aprende usando-as como ferramentas que o
apóiam no processo de reflexão e de construção do conhecimento (ferramentas cognitivas). Nesse
caso a questão determinante não é a tecnologia em si mesma, mas a forma de encarar essa mesma
tecnologia, usando-a, sobretudo, como estratégia cognitiva de aprendizagem. (JONASSEN 1996).
As atividades digitais multimídia, na sua maioria, possuem grande apelo visual, acabam
encantando pelo layout com cores vibrantes, som e movimento e fascinando até o professor que se
impressiona com a interface colorida, o áudio e os vídeos (Prieto etal. 2005).
Como muitas dessas tecnologias já são acessíveis ao nosso ambiente escolar desenvolvemos
este projeto com intuito de melhorar seu uso e acesso tanto por alunos quanto por professores e
dessa forma obter melhores resultados no ensino-aprendizagem, tornando a rotina escolar mais
interessante e despertando a curiosidade e a vontade de aprender coisas novas por parte dos alunos.
Funcionando também como forma de inclusão digital aproximando os indivíduos que estão
distantes dos meios tecnológicos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
No Brasil, o Ministério da Educação iniciou no final de 2007 o projeto de pesquisa e
desenvolvimento de um sistema multimídia com capacidade de projeção voltado para escolas da rede
pública. Esse produto foi idealizado pelo Secretário de Educação a Distância Carlos Eduardo
Bielschowsky e pelo Diretor de Infraestrutura em Tecnologia Educacional José Guilherme Moreira
Ribeiro.
A utilização dos equipamentos multimídia possibilitará a criação de novos métodos no auxilio
da transmissão do conhecimento, desenvolverá as capacidades dos indivíduos na sua formação
profissional preparando-o para o mercado de trabalho que a cada dia necessita de pessoas
capacitadas em áreas que envolvam a tecnologia.
O “aprender” se refere à chance de terem maior abrangência dos tópicos e maior variedade de
exemplos, comparado ao que é possível de ser contemplado através dos livros em aulas teóricas.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
XX SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO (2009)
FLORES, Angelita Marçal - A Informática na Educação: Uma Perspectiva Pedagógica – monografiaUniversidade do Sul de Santa Catarina 1996 –
http://www.hipernet.ufsc.br/foruns/aprender/docs/monogr.htm (nov/2002)
FRÓES,Jorge R. M.Educação e Informática: A Relação Homem/Máquina e a Questão da Cognição -
http://www.proinfo.gov.br/biblioteca/textos/txtie4doc.pdf
GOUVÊA, Sylvia Figueiredo-Os caminhos do professor na Era da Tecnologia - Acesso Revista de
Educação e Informática, Ano 9 - número 13 - abril 1999.
JONASSEN, D. (1996), "Using Mindtools to Develop Critical Thinking and Foster Collaborationin
Schools - Columbus
LÉVY, Pierre.- As Tecnologias da Inteligência. Editora 34, Nova Fronteira, RJ, 1994.
VALENTE, José Armando. "Informática na educação: a prática e a formação do professor". In: Anais
do IX ENDIPE (Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino), Águas de Lindóia,1998p. 1-1
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
O QUE É EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA?
A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação. Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera. Poderemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas, um professor de fora "entrando" com sua imagem e voz, na aula de outro professor... Haverá, assim, um intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância.O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil.
Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora.
INTERNET OU PROFESSOR? QUEM SERÁ O EDUCADOR DO SÉCULO XXI?
O Uso da Internet na Educação
Com a Revolução da Informação, a Internet passou a estar presente em quase todos os lugares do mundo e a dinamizar a busca do conhecimento. Informações que antes eram obtidas com muita pesquisa e esforço, hoje podem ser acessadas em minutos (às vezes até segundos) através de qualquer site de busca na Internet. Por isso, a educação, procurando oferecer uma formação que seja adequada às novas necessidades da vida moderna, vem introduzindo a Internet como uma nova ferramenta de ensino.
Os Obstáculos ao Uso da Internet na Educação
Apesar dos inúmeros benefícios que a Internet pode proporcionar à educação, ela vem encontrando vários obstáculos para ser implantada no ensino.
Grande parte das pessoas, principalmente os pais de alunos, têm se mostrado desfavoráveis ao uso de computadores e da Internet na educação. Isso porque, muitas vezes, essas pessoas não tiveram contato com a tecnologia e por isso não conseguem assimilar a importância da ajuda dessas ferramentas no campo educacional e vêem a tecnologia como a inimiga que irá tirar empregos e acabar com todo o contato humano que ocorre nos processos de ensino.
Além da desconfiança, também são apontados problemas como o fato da maioria das páginas e softwares serem em inglês e a possível utilização da Internet no horário escolar para a busca de informações banais. Quanto ao primeiro empecilho citado, não o encaramos como um problema, e sim como uma ajuda ao ensino, afinal a Internet acabará estimulando os alunos a aprenderem inglês. Além disso, se o site (página) ou software possuir bons recursos visuais e interatividade, os usuários poderão compreender por dedução as palavras desconhecidas e, assim, passarão a treinar seu inglês de forma natural e eficiente. Já a dispersão que a "navegação" em sites de cultura inútil pode provocar é um obstáculo que pode ser vencido através da elaboração de um bom projeto pedagógico. É importante que seja elaborado um roteiro de trabalho que inclua algum tempo para que os alunos se familiarizem com a Internet e matem a sua curiosidade sobre a rede, para depois poderem se concentrar nas informações que realmente lhes serão úteis na construção do conhecimento.
Ainda entre os obstáculos para o uso da "Internet Educativa" encontramos a questão da especialização dos professores. É obvio que não podemos simplesmente equipar as salas de aula com computadores ligados à Internet e pedir que os professores dêem suas aulas com estes equipamentos sem antes nos certificarmos de que eles possuem conhecimentos suficientes para fazer uso dessa tecnologia em prol da educação. Para solucionarmos esse problema é necessário remodelar os cursos de licenciatura, incluindo em seus currículos disciplinas que ofereçam aos professores meios de reconhecer, avaliar e aplicar as possibilidades de uso dos computadores e da Internet na prática educativa. Projetos como esse já estão sendo usados em cursos de especialização e treinamento de professores como o Curso de Especialização em Informática na Educação da UFPE e o Programa de Informatização das Escolas Públicas do Ceará, o que prova que a corrida pela informatização e pelo uso da Internet nas escolas brasileiras já começou, e que os educadores e o governo estão se esforçando para superar todos os obstáculos que surgirem nessa busca por uma educação mais qualificada.
O Papel do Professor
A introdução do uso de computadores e da Internet no ensino, visando a melhoria da aprendizagem dos conteúdos curriculares gerais deve iniciar mudando a postura do professor e do aluno e fazendo com que o uso de laboratórios de informática se torne um hábito. Introduzir a informatização no ensino baseia-se em preparar professores para orientar o uso da tecnologia, para que possam ser construídos projetos pedagógicos onde a Internet esteja presente como uma ferramenta do ensino.
Computadores e Internet não combinam com aulas tradicionais, nas quais o professor "despeja" informações e os alunos executam ordens. Aprender a manejar um computador é simples, porém abandonar o controle e repensar a estrutura das aulas não é tão fácil.
Quando a escola adota uma tecnologia inovadora como a informática, é necessário alterar a pedagogia conservadora, para que os efeitos do ensino informatizado não se tornem limitados, pois uma utilização adequada da Internet como instrumento de ensino amplia as possibilidades dos professores e enriquece seu modo de ensinar. A informatização no ensino deve provocar mudanças pedagógicas, e não "automatizar o ensino" ou, como nos Estados Unidos, promover a alfabetização em informática.
O relacionamento entre aluno e professor deverá mudar. É necessário que tanto o educador quanto o aprendiz tenham intimidade e simpatia pelo computador e pela Internet, assim eles podem acessá-la com facilidade, oferecendo a oportunidade para que a sociedade em geral perceba a necessidade e as vantagens do uso da Internet no ensino.
Ao assumir o papel de tutor na Educação Informatizada, o docente se põe a disposição do aluno para auxiliá-lo na construção do próprio caminho. O professor não dará mais aulas, ele orientará a aprendizagem dos alunos, ajudará no esclarecimento de suas dúvidas, identificará dificuldades, irá sugerir novas leituras ou atividades, organizará novas formas de estudo ...
O processo de implantação da Internet no ensino levará tempo, não acontecerá de repente. É um processo que inicia lentamente e continuará sempre em andamento. Para que esse processo não seja interrompido por problemas pedagógicos é necessário introduzir também um projeto onde os professores participem de cursos, visitas e assessorias a fim de aprender a ensinar com a ajuda da Internet e a saber como se portar em cada situação que poderá surgir.
Referências Bibliográficas
APRENDA com o computador. Home PC, Ed. Especial, n. 3, p. 38-41,
mar. 1995.
BOLL, Cintia Inês. Internet e Professores do Ensino Fundamental.
http:// www.niee.ufrgs.br/~alunospg99/cintia/cintia.html
CAMPOS, Fernanda C. A.; CAMPOS, Gilda H. B. de; ROCHA, Ana Regina. Tradicionalismo X Inovação: A Informática Educativa nas Escolas Brasileiras. In : CONGRESSO NACIONAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO ( 1999: Rio de Janeiro). Anais... Rio de Janeiro: Entre Lugar ,1999. v.1. p. 613-624
COSTA, Rosa Maria Moreira da. A nova demanda das licenciaturas: informática na educação. In : CONGRESSO NACIONAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO ( 1999: Rio de Janeiro). Anais... Rio de Janeiro: Entre Lugar ,1999. v.1. p. 645-648.
CRUMLISH , Christian. O Dicionário da Internet. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
DIAS, Maria Costa; SCHNEIDER, Paula Virgínia. Tecnologias da Informação e da Educação.
http:// www.nlink.com.br/~aleixo/informaticanaeducacão.html
hklering@ucs.br
terça-feira, 27 de novembro de 2012
O trabalho colaborativo
A alma do capitalismo é a competitividade. Entretanto, com o surgimento do trabalho colaborativo houve uma ruptura nessa competitividade individual, egoísta, cheias de propósitos pessoais e fechados...
Essa nova era, exige que o homem mostre a sua capacidade e habilidade de trabalhar em equipe, capaz de compartilhar IDEIAS e tomadas de DECISÕES colaborativamente. Segundo Valente:
"trabalhar colaborativamente e cooperativamente onde cada pessoa é responsável pela sua aprendizagem e também pela aprendizagem dos companheiros do grupo, construindo o conhecimento através de discussões, reflexões e tomadas de decisões em grupo. Aprender através de comunidades de aprendizagem demanda o desenvolvimento de postura participativa, ativa e interativa por parte de todos os elemento pertencentes ao processo"(2005).
Assim, o que importa é a interação na aprendizagem, onde o conhecimento se torna mais significativo, no qual as atividades e habilidades passam a ser interdependentes, já que o que realmente importa é a cooperação, é o que Lévy define como "inteligência coletiva": que correspondem a reunião em sinergia dos saberes, das imaginações, das energias espirituais[...] (1999, p.130).
O teórico Vygotsky(1989) é um dos grandes estudiosos que defende o trabalho colaborativo na educação. A interação social é importantíssima para o desenvolvimento cognitivo, que envolve a mediação, a representação mental e a construção da realidade de forma concreta.
Portanto,
a co-laboração na/ em Rede, sem dúvida, pode contribuir para a emancipação do sujeito engajando-o em um genuíno processo de construção autônoma de novos conhecimentos e saberes. Ao deparar-se com a voz e os enunciados do OUTRO, em e-coletivos que estejam abertos à uma participação "horizontal" de todos, o aprendiz põe em movimento a sua capacidade de tolerar o pensamento divergente, de respeitar as crenças e convicções dos diferentes grupos humanos e de considerar legítimos aos pontos de vista da alteridade - de modo não submisso no entanto.(ALVES, Lynn, JAPIASSU, Ricardo e HETKOWSKI, Tânia, 2009).
REFERÊNCIAS:
ALVES, Lynn, JAPIASSU, Ricardo e HETKOWSKI, Tânia. Trabalho colaborativo na/em rede: entrelaçando trilhas produzido colaborativamente. Disponível em: http: // www. comunidades virtuais.pro.br/colaborativo/index.htm. Acessado em 27 de novembro de 2012.
VALENTE, Vânia Rita de Menezes. A formação de professores para Tecnologias da Informação e comunicação no processo pedagógico: Caminhos percorridos pela Rede Municipal de ensino de Salvador. Dissertação(Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Educação e Contemporaneidade. Universidade do Estado da Bahia(UNEB), Salvador, 2005.
VYGOTSKY, Lev. A formação social da mente. 6ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
EDUCAÇÃO CONECTADA
Fonte da imagem: conectadoespm.blogspot.com
A busca por uma educação de qualidade
Educar por meio da tecnologia é um dos maiores anseios da sociedade contemporânea. A introdução da tecnologia no ambiente escolar não é garantia e nunca será de qualidade de aprendizagem efetiva, mas se houver investimentos na formação continuada dos professores, na elaboração de projetos pedagógicos fundamentados e aliados à tecnologia, o saber tomará novo formato e concretização.
Conforme Jacques Delors a meta que a educação atual deve buscar e proporcionar aos aprendizes é a possibilidade de aprender a viver, conviver, conhecer e produzir novos saberes. Mas como produzir conhecimento, nessa sociedade ainda repleta de práticas exclusivas?
Eis a questão...
Desenvolver competências e habilidades seria um dos primeiros passos.
A WEB 2.0 E A EDUCAÇÃO
Buscando aprimorar mais o nosso blog, encontrei um artigo científico intitulado:
A WEB 2.0, A EDUCAÇÃO E AS POSSIBILIDADES DE UTILIZAÇÃO PRÓ-EDUCACIONAL DA FERRAMENTA BLOG: NOVAS CONEXÕES DE REDES DE CONHECIMENTO NO CIBERESPAÇO de Alex Sandro C. Sant'Ana (UFPI).
Visitem e boa leitura, para quem se interessar em utilizar a ferramenta blog como aprimoramento das suas aulas.
Um forte abraço,
Joseane.
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo apresentar a temática das
tecnologias digitais on-line que têm recebido a denominação de "Web 2.0" e seus
possíveis impactos no campo da educação. O estudo pretende ainda problematizar as possibilidades de utilização da ferramenta blog com um viés educacional a partir de um
estudo de caso. A metodologia de pesquisa utilizada foi o método cartográfico que
objetivou acompanhar a paisagem em mutação que são os processos de utilização das
tecnologias digitais on-line na educação. O
referencial teórico foi variado e estão relacionados predominantemente ao campo da educação e Ciências Humanas. Através do desenvolvimento do presente estudo foi possível observar que há novas tecnologias
digitais on-line surgindo freqüentemente na Internet e a área da educação tem buscado
se apropriar delas intencionando produzir uma aprendizagem mais significativa
com os alunos seja na educação presencial ou na modalidade EaD. Infere-se que esse
fato demandará pesquisas freqüentes sobre essa temática visto que há um
ciclo de inovação intenso em alguns desses serviços on-line, mas, simultaneamente, de
defasagem e descontinuidade de outros.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
O Deficiente Físico na Educação Física Escolar
O esporte no cotidiano do portador de deficiência física
Ser portador de alguma deficiência física inata ou adquirida por algum acidente é, sem dúvida, ser merecedor de um tipo específico de atenção, seja no campo pessoal, familiar, ou ainda no campo social.
Nesse contexto, quando a escola trabalha com a prática de esporte, ela pode significar, no imaginário do deficiente, uma forma de evidenciar suas deficiências, retirando-o da convivência com os outros, significando sacrifício e exclusão. Por outro lado, pode também significar melhorias para a sua qualidade de vida, por proporcionar prazer e ser sentida como uma prática que não desconsidera sua deficiência e seus limites, mas sim, evidencia a sua eficiência e possibilidades.
A condição de igualdade social nem sempre está presente no cotidiano do deficiente físico. No âmbito escolar nem todos conseguem uma vaga em uma instituição com serviço educacional adequado. Seria necessário que o acesso à escola com serviços especializados fosse para todos, em classes adequadas à idade, a fim de prepará-los para uma vida autônoma como membros plenos da sociedade.
Esses mesmos deficientes têm seus direitos garantidos pela legislação. Mas a garantia se esvai, quando perante tantos desafios, que os tolhem e os retalham no exercício de sua cidadania, desanimam e se acomodam a condição de heteronomia. O preconceito e a discriminação se fazem concretos, pois suspeitamos que, por estarem presentes em toda parte, a sociedade desconhece como tratar essa diferença.
Com a educação física apropriada aos deficientes, poderíamos mostrar à sociedade que todo cidadão, deficiente ou não, é capaz de viver com suas deficiências, praticando alguma atividade física, sem que as pessoas os olhem com compaixão. Mas sim, como capazes de ampliar suas possibilidades nos campos axiológico, social, político e cultural.
Valores como determinação, cooperação, auto-superação, autoconfiança, socialização, bem como habilidades motoras e cognitivas, podem ser referenciados pela prática da atividade física. Ao trabalhar com o deficiente, precisamos intervir visando uma educação física que os conscientize de suas deficiências, mas que os faça desvelar suas possibilidades e motivá-los na busca de melhorias para a sua qualidade de vida, facilitando suas atividades cotidianas.
Se, ao contrário, percebermos a Educação Física Escolar com a finalidade de treinamento físico, supostamente poderemos submeter esse indivíduo a um sofrimento maior, podendo até piorar a condição física, social e afetiva do praticante.
Tornar a educação física uma prática emancipatória para os deficientes físicos é um desafio posto aos atuais e futuros profissionais de educação física.
Tornar a educação física uma prática emancipatória para os deficientes físicos é um desafio posto aos atuais e futuros profissionais de educação física.
Referências bibliográficas
- Edler,C. R. Temas em Educação Especial. Rio de Janeiro:WVA Editora, 1998.
- Educação Física e Portadores de Deficiências. Revista do órgão oficial do Confef ano ll nº08 agosto 2003.
- Integração. Diversidade na Educação. Ministério da Educação/Secretária de Educação Especial. ano 9 nº 21 1999. Revista Integração é uma publicação da Secretaria de Educação Especial do MEC.
- Integração. Educação Física Adaptada. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial . Ano 14 Edição Especial/2002.
- Salto para o Futuro: Educação Especial: Tendências Atuais/Secretaria de Educação à Distância: Brasília: Ministério da Educação, SEED, 1999 - 96p. (Série de Estudos Educação a Distância, ISSN 1516. 2079; V9 ).
- Sassaki, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA,1997.
Tags: DEFICIENTE FÍSICO
Filmes relacionados a educação
Disponibilizo abaixo uma lista de filmes com caráter educacional que recebi por email, tirei umas coisas e botei outras. Não são vídeos didáticos, são filmes mesmo. Alguns são diretamente ligados à escola ou à sala de aula, outros não. Se quiser dar alguma sugestão de filme ou mesmo fazer uma "resenha pedagógica" dos que estão aí, deixe um comentário.Filmes relacionados à educação
1900: Homo Sapiens, de Peter Cohen
A Corrente do Bem, de Mimi Leder.
A culpa é do Fidel, de Julie Gavras
A Educação da Pequena Árvore, de Richard Friedenberg.
A guerra dos botões, versão mais recente: Jonh Roberts como diretor. Versão anterior: Yves Robert.
A História Oficial, de Luis Puenzo.
A Invenção da Infância, de Liliana Sulzbach.
A Língua das Mariposas, de José Luis Cuerda.
A Maçã, de Samira Makhmalbaf.
A Onda, de Alex Grasshoff.
A Voz do Coração, de Christophe Barratier.
Abril Despedaçado, de Walter Salles.
Adeus Lênin, de Klapprath Christine Schorn.
Ao Mestre com Carinho, de James Clavell.
Aprovados, de Steve Pink.
Bom dia, de Yasujiro Ozu.
Crianças Invisíveis, coletivo de diretores, entre eles/as Kátia Lund e Spike Lee.
Elefante, de Gus Van Sant.
Entre os Muros da Escola, Laurent Cantet. Baixe o filme
Escola da Vida, de William Dear.
Filhos do Paraíso, de Majdi Majidi.
Granito de Areia, de Jill Friedberg.
Half Nelson, de Ryan Fleck
If..., de Lindsay Anderson.
Klass, de Ilmar Raag.
Machuca, de Andrés Wood.
Mandadayo, de Akira Kurosawa.
Mentes Perigosas, de John N. Smith.
Mentes que brilham, de Jodie Foster.
Minha vida em cor-de-rosa, de Alain Berliner.
Narradores de Javé, de Eliane Caffé
Nascidos em Bordéis, Ross Kauffman.
Nenhum a Menos, de Zhang Yimou
O Carteiro e o Poeta, de Michael Radford.
O Clube do Imperador, de Michael Hoffman
O Jarro, de Ebrahim Foruzesh
O nó na garganta, de Neil Jordan.
O Sorriso de Monalisa, de Mike Newell.
Olhos Azuis, de Jane Elliott
Onde mora meu amigo, Abbas Kiarostami.
Onde sonham as formigas verdes, Werner Herzog.
Os Contos Proibidos de Marquês de Sade, de Philip Kaufman.
Os incompreendidos, de François Truffaut.
Pequenas Flores Vermelhas, de Zhang Yuan.
Perfume de Mulher, de Martin Brest.
Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim.
Procurando Forrester, de Gus Van Sant
Quando Tudo Começa, de Bertrand Tarvenier.
Ser e Ter, de Nicolas Philibert.
Sociedade dos Poetas Mortos, de Peter Weir.
Tartarugas podem Voar, de Bahman Ghobadi.
The Edukators, de Hans Weingartner.
The Wall, de Alan Parker.
Uma mente brilhante, Ron Howard.
Um Tira no Jardim de Infância, de Ivan Reitman.
Vermelho como Céu, de Cristiano Bortone.
Vier Minuten, de Crhis Kraus.
disponivel em:
A evolução das novas tecnologias na Educação
As novas tecnologias trouxeram grande impacto sobre a Educação desenvolvida nos dias atuais, criando novas formas de aprendizado, disseminação do conhecimento e, especialmente, novas relações entre professor e aluno.
A revolução trazida pela rede mundial possibilita que a informação gerada em qualquer lugar esteja disponível rapidamente. A globalização do conhecimento e a simultaneidade da informação são ganhos inestimáveis para a humanidade.
A Internet tem contribuído fortemente para uma total mudança nas práticas de comunicação e, conseqüentemente, educacionais. Na leitura, na forma de escrever, na pesquisa e até como instrumento complementar na sala de aula ou como estratégia de divulgar a informação.
Em nossas escolas, isto não poderia ser diferente. Deixamos as pesadas enciclopédias de lado e substituímos seu uso pelas enciclopédias digitalizadas e pela consulta a portais acadêmicos virtuais. Passamos a utilizar sistemas eletrônicos e apresentações coloridas para tornar as aulas mais atrativas e, muitas vezes, deixamos de lado a tradicional lousa e giz. Muitos trabalhos passaram a ser subsidiados pelas informações disponíveis na rede mundial e, com isso, trouxeram benefícios e riscos, mudando as tradicionais formas de aprender e de ensinar.
A condução do processo de pesquisa por parte do professor também é indispensável quando analisamos a Internet como uma espécie de “território livre”, onde tudo pode ser publicado. O discernimento de fontes de informação e a análise de sua veracidade são outros papéis fundamentais desempenhados pelo professor. Só com essa participação é possível orientar o aluno para que ele não incorra em erros ou baseie-se em informações equivocadas.
Apesar de toda essa contribuição, é certo que a Internet não é a solução para todos os males, nem deve ser vista dessa maneira. No papel de ferramenta de apoio, ela não deve ser considerada como substituta a outras práticas, como o relacionamento humano dentro da sala de aula, entre professor e aluno e entre os estudantes. Isto porque a Internet depende de intermediações inteligentes e articuladas pré-estabelecidas para fornecer um ambiente de aprendizagem. Esse é o papel do professor: oferecer aos alunos orientação para consultas e pesquisas, aproveitando melhor a agilidade desse meio, uma das maiores vantagens das informações disponíveis na rede mundial.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Tecnologia inclusiva para pessoas com deficiência visual
Muitos pensam que as pessoas com deficiência visual não podem usar o computador por não enxergarem a tela, mas essa realidade mudou faz tempo. Softwares que interpretam as informações contidas nas telas e as transformam em vozes sintéticas para que sejam ouvidas.
O Brasil desenvolveu seu próprio software gratuito de acessibilidade, o Dosvox, em 1993, dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com um ambiente próprio e aplicativos específicos, ele pode ser usado em vários idiomas.
Há vários leitores de tela que são compatíveis com o sistema operacional Windows, entre eles estão o Jaws, Virtual Vision, Windoweyes. Todos são comercializados.
Carlos Alberto Peres da Silva trabalha na gráfica Pró-Braille, do Provisão, em São José dos Campos. O computador faz parte do seu dia-a-dia há cinco anos. Atualmente ele utiliza o programa Virtual Vision como leitor de tela.
Silva, que está no último ano do curso de Letras na Univap, costuma estudar e ler os clássicos da Literatura no computador, por meio de livros virtuais (e-books). Entretanto, ele encontra dificuldade quando o arquivo não é em Word. “Quando o arquivo está em formato PDF, o Virtual Vision não consegue ler e em alguns casos peço ajuda a minha esposa para transferir para o Word”, afirma.
A pedagoga Luciane Molina ressalta que não bastam apenas os leitores de tela, segundo ela, é preciso que as aplicações sejam desenvolvidas seguindo critérios básicos de acessibilidade. “Caso contrário, o leitor esbarra em obstáculos e, nem mesmo eles serão capazes de ler a tela, um exemplo são as animações em Flash”, diz Luciane.
Disponível em : http://www.guiainclusivo.com.br
domingo, 30 de setembro de 2012
WEBLOG - UMA FERRAMENTA COLETIVA
WEBLOG: CONSTRUÇÃO COLETIVA A SEIS MÃOS
André
Luiz Gomes da Silva
Joseane
Costa Santana
Paula Ferraz Oliveira
1
INTRODUÇÃO
A sociedade
contemporânea está altamente tecnologizada e caracterizada por novos espaços
sociais, carregados de subjetividade. Com o aperfeiçoamento das novas
tecnologias de informação e comunicação (NTICs), aconteceu a disseminação de
computadores, internet, e-mails, banda larga, câmeras digitais, mensagens
instantâneas, entre outros, que fazem parte do cotidiano do ser social,
de forma que o mesmo precisa desenvolver e dominar essas novas habilidades e
competências que serão necessárias à sua formação continuada e à sua práxis
profissional. González (2005, p. 2) defende que
a educação deve preparar
para a vida, deve integrar a recriação do significado das coisas, a cooperação,
a discussão, a negociação e a solução de problemas. Para tanto, deve-se
utilizar metodologias ativas que favoreçam a interação entre os alunos, a
interação social e a capacidade de comunicar-se, de colaborar; a mudança de
atitudes, o desenvolvimento do pensamento e a descoberta do prazer de aprender,
ao mesmo tempo em que se incentiva atitudes de cooperação e solidariedade.
As novas tecnologias surgiram
para eliminar a distância entre o indivíduo e o conhecimento, é nesta superação
da distância espacial que se promove o convívio social e a construção de uma
diversidade identitária. Articular múltiplos saberes, permitir que o processo
de aprendizagem seja construído coletivamente, com um caráter inter, multi e
transdisciplinar, concede amplas possibilidades de inovação pedagógica. Isso
acontece porque o ciberespaço não está desconectado do real, ele existe como um
espaço intermediário que faz parte da sociedade. Usar as TICs, não siginifica,
inicialmente, mudar as questões inerentes a qualquer projeto educativo, pois
como afirma ALONSO (2000), ao elaborar qualquer projeto você sempre responderá:
Para quem? Para quê? e Como? Na verdade, ao se desenvolver um ambiente de
aprendizagem, deve-se considerar a opção teórico-metodológica com uma abordagem
que seja propícia ao desenvolvimento e aprendizagem do humano, com uma visão
humanistíca, científica, trabalhista e de mundo.
As NTICs surgiram para gerar
novas demandas e focar aspectos relevantes, como a oportunização de
agrupamentos humanos propiciadores do desenvolvimento de nova socialidade, como
também de subjetividades que são fundamentais para a discussão sobre as
relações entre educação, comunicação e cultura. Por também fomentar o
imaginário do sujeito, elas oferecem uma infra-estrutra
comunicacional que permite a interação em rede de seus integrantes. Sobre isso, Lèvy
(2000, p. 25) afirma que
o papel da informática e
das técnicas de comunicação com base digital não seria "substituir o
homem", nem aproximar-se de uma hipotética "inteligência
artificial", mas promover a construção de coletivos inteligentes, nos
quais as potencialidades sociais e cognitivas de cada um poderão desenvolver-se
e ampliar-se de maneira recíproca.
Nesse ponto, o autor refere-se
à edificação de coletivos, partilhados em vários lugares, que beneficiem a
mobilidade e a constituição de competências, caracterizadas e desenvolvidas,
reciprocamente, em tempo real. Dessa maneira, por
entender que a interação social tem um papel fundamental no desenvolvimento
cognitivo do ser humano e que o conhecimento é construído em um processo social
negociado, este artigo versa sobre as interfaces que favorecem o trabalho colaborativo
na web, como o wiki e o google docs,
mas enfoca, sobretudo, o uso de weblogs como uma ferramenta que, se bem
utilizada, pode, além de todas as outras funções já muito bem conhecidas,
otimizar também um processo de aprendizagem mais colaborativo.
1.1 Trabalho Colaborativo na Web
A necessidade
dos sites de explorar mais recursos de interação (síncrona e assíncrona) e
promover uma maior colaboração entre os usuários da rede potencializaram o
surgimento, em 2004, da segunda geração da Internet: a geração WEB 2.0; esta
mostrou-se como a plataforma ideal para a criação e desenvolvimento de
interfaces colaborativas que possibilitam a adoção de uma linguagem
hipertextual e interativa em ambientes como os weblogs, wikis e redes socias,
dentre outros. Segundo Aragão (2009, p.23), “muitos consideram a divulgação em
torno da WEB 2.0 um golpe de marketing, uma vez que o universo digital sempre
apresentou interatividade, o reforço desta característica seria um movimento
natural e, por isso, não daria à tendência o título de "a segunda
geração" (grifo meu).
Com o advento da internet, a
informação passou a estar ao alcance de todos e os professores deixaram de ser
os detendores do conhecimento no processo de ensino e aprendizagem, e passaram
a ser mediadores da inteligência coletiva, onde o trabalho colaborativo
tornou-se a metodologia predominante, sendo fundamental que haja
interação entre professor e aluno, professor, aluno e meio e principalmente
entre alunos, haja vista que, em muitas situações, os apreendentes produzem
mais e de forma mais significativa nas relações com semelhantes, cabendo ao
docente estimular a autonomia, a reflexão crítica e a colaboratividade, nos
processos cognitivos.
2 WEBLOGS COMO INTERFACE COLABORATIVA
O termo weblog é
oriundo das palavras inglesas web, que representa a rede mundial de
computadores e log (diário de bordo), que se refere aos registros (ou postings)
efetuados pelo usuário do weblog, mais comumente chamado de blogueiro
(ou blogger). Os posts enviados
só serão mantidos se o autor ou autores dos blogs
desejarem. De acordo com Osório & Puga (2007, p. 44), os blogs “são
páginas na internet, onde os autores podem recorrer a uma tecnologia de fácil
utilização e pronta a usar para divulgar ou escrever sobre vários assuntos”.
Esses mesmos autores ainda afirmam que eles podem e devem ser utilizados como
uma ferramenta de ampliação de interatividade e de troca de informações com o
menor número possível de restrições (grifo
Paula).
Aragão (2009, p. 23), por sua
vez, define essa ferramenta como "um meio possível de construção de um
saber coletivo a partir da colaboração para o conhecimento" e Gonzáles
(2005, p. 3) conceitua-a como "uma página da web com notas colocadas em ordem cronológica inversa, de forma que
a anotação mais recente é a que primeiro aparece".
Os
blogs tornaram-se ferramentas
indispensáveis de informação e entretenimento, já que a linguagem utilizada
pelos blogueiros é livre, desviando-se da rigidez que se é cobrada nos meios de
comunicação tradicionais, permitindo ao leitor/autor uma proximidade maior com
o texto, sem contar com as oportunidades de diálogo oferecidas entre o
comunicador e o público.
Em sua maioria, os blogs são elementalmente textuais,
conquanto uma parte seja evidenciada em assuntos exclusivos como arte,
fotografia, vídeos, música ou áudio, formando uma ampla rede de mídias
sociais. Outro formato é o microblogging
(blog com textos breves). Um dos
fenômenos bastante interessantes relacionados ao blog é que ele possibilita as
pessoas comunicarem-se, sem necessariamente, precisarem dominar a tecnologia a
fundo ou entenderem de programação, etc. No livro Blogs.com: estudos sobre
blogs e comunicação, os autores Helaine Rosa e Octávio Islas definem os weblogs ou blogs como o "coração da web" e afirmam que os mesmos
"têm sido objeto de frequentes remediações em sua brevíssima
história"(p.167). Essa remediação na internet favorece o progresso da web 2.0, com um propósito comum, que é o
conhecimento partilhado.
A aliança da tecnologia com a
educação vem contribuindo para a aquisição da aprendizagem e da comunicação.
Segundo Rosa & Islas (op. cit.),
o verdadeiro intuito dos educadores dessa nova geração é "estimular os
alunos para a construção de seus próprios conteúdos, com práticas abertas em
que se estimule o enfrentamento à tecnologia, desde a intuição e a
reflexão" (p.173), explorando na prática escolar os "blogs pedagógicos".
Na esfera educativa, os blogs ainda são utilizados de maneira
tímida; nesse espaço, são comumente chamados de edublogs e enquanto estratégias pedagógicas podem apresentar-se de
diversas formas, tais como: portfólio digital, espaços de intercâmbio e
colaboração, de debate e de integração. Segundo Aragão (2009, p. 24), para o
professor, o blog pedagógico
surge desde logo como um espaço online em que facilmente pode
disponibilizar e arquivar os conteúdos da sua prática profissional; é
facilitador da interação e comunicação; [...]. Para os alunos, os blogs podem surgir como diários pessoais
contendo reflexões sobre os estudos realizados; permitem a gestão e partilha do
conhecimento; permitem a entrega e revisão de tarefas de aprendizagem; podem
seu um espaço de diálogo para trabalho em grupo.
A utilização dos blogs na área educacional apresenta
inúmeras vantagens, conforme citado, talvez uma das maiores seja a fácil
utilização dessa ferramenta pelos alunos, que o consideram não apenas um
recurso de trabalho interativo, mas também um importante aliado na criação de
equipes de trabalho e comunidades de interesse. A respeito disso, Cipriani
(2006), apud Aragão (2009, p. 24), afirma que
o uso do blog
acadêmico contribuiu para que os alunos se tornassem mais conscientes da
progressão de seus conhecimentos em relação às discussões da disciplina. Os
processos de comunicação e conversação existentes em um blog foram os principais responsáveis pelo sucesso da
experiência.
Entretanto, apesar das inúmeras
vantagens apresentadas por essa ferramenta, o professor deve tomar cuidado para
não fazer com que o blog se torne
apenas um espaço em que ele disponibiliza informação para seus alunos ou um
espaço em que seus discentes tenham acesso à informação especializada, pois,
dessa maneira, ele só estará utilizando uma ferramenta diferente para
reproduzir a mesma educação fragmentada e bancária de sempre; em outras
palavras, ele estará apenas sofisticando sua prática pedagógica, porém não
trará nenhuma inovação significativa ao processo ensino/aprendizagem dos
alunos.
Mas se o professor oferecer aos
discentes atividades em que eles possam exercitar as funções de autoria e
co-autoria, incluindo atividades promovidas e desenvolvidas pelos próprios
alunos, ele estará desenvolvendo as competências essenciais e os objetivos de
aprendizagem através da utilização dos blogs.
Dessa maneira, os weblogs poderão ser
considerados potencializadores de uma prática pedagógica colaborativa, uma vez
que os alunos realizarão atividades de pesquisa, seleção, análise, síntese,
publicação de informação e produção de texto escrito, sempre agindo,
interagindo, trocando experiências, gerando, assim, um ambiente colaborativo de
aprendizagem.
3 CONCLUSÕES
Os weblogs, assim como outras interfaces possibilitam a interação
entre indivíduos unidos sob o mesmo objetivo, o de comunicar-se e produzir
conhecimento, permitindo que o usuário seja autor e ator reciprocamente,
fazendo com que a comunicação se efetive de forma concreta, pois permite a
contribuição de outros blogueiros interagindo sincronicamente e
assincronicamente, em tempo real e absorvido por um enredo construído
interativamente por todos os agentes envolvidos nesse processo de comunicação.
É necessário que os profissionais da educação motivem-se para essa nova forma
de comunicação, possibilitando uma educação mais autêntica e coletiva, tão
necessária a toda e qualquer modalidade de ensino principalmente o a
distância. Como afirma Silva (2003, p.2-3),
para que haja interatividade é preciso garantir
duas disposições basicamente: 1
a dialógica que associa emissão e recepção como pólos
antagônicos complementares na co-criação da comunicação; 2. a intervenção do usuário ou
receptor no conteúdo da mensagem, ou do programa, abertos a manipulações e
modificações.
.
Toda essa disposição reflete uma
mudança paradigmática na teoria e pragmática comunicacionais, pois há a
oferta de um leque de possibilidades, incitando o usuário a executá-las pelas
diversas conexões em rede.
Assim , conforme se pode notar, os weblogs além de constituírem um
importante instrumento de fomentação de produção colaborativa na web, ainda possibilitam que os alunos
publiquem e avaliem suas produções, bem como signifiquem e ressignifiquem a
produção do conhecimento através da interação entre pessoas com pontos de
vista, entendimentos e habilidades diversificadas e ao mesmo tempo
complementares.
REFERÊNCIAS
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K.M. Novas tecnologias e formação de professores. In: PRETI, Oreste(Org.). Educação
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Acesso em: 15 de outubro de 2009.
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MARCO. Sala de aula interativa: a educação presencial e a distância em
sintonia com a era digital e com a cidadania. Disponível em: <http://www.senac.br/informativo/BTS/272/boltec272e.htm>.
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ÜBERGEEK, Das. Blogar é bom
para a vida social. Disponível em: <http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=17584&sec=6>.
Acesso em: 13 de outubro de 2009.
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